Vamos fazer uma pequena viagem juntos, só que dessa vez vamos ir um pouquinho mais ao norte da Rússia. Um local em que faz muito frio, mais muito frio mesmo e aonde facilmente acontece a aurora boreal.


Como pode ver na imagem acima, nesse local neva bastante, ou seja o suficiente para deixar essas casinhas de madeira soterradas no branco. A republica da Carélia faz divisa com a Finlândia e com a bela cidade de São Petersburgo, acima já faz divisa com a cidade de Murmanskiy. O verão nesse local não passa dos +10 podendo raramente chegar aos +20.

Bom, mais o que eu quero que você venha prestar atenção sobre esse local não é a neve e nem sobre a aurora boreal, mas sim sobre uma ilha. Ilha? Isso mesmo, sobre uma ilha que está no lago Onega, o segundo maior lago da Europa que está localizado exatamente na república da Carélia, entretanto nesse lago tem uma ilha chamada de Kizhi (O zh – lê-se como J, ou seja, lê-se KIJI). Repare na imagem abaixo a localização da ilha e seu tamanho. Esse lago no inverno congela por completo podendo passar carros por cima dele facilmente.


Até aqui, tudo bem, mas por que eu quero chamar sua atenção para esse pedaço de terra localizado no lago Onega? Veja na imagem abaixo a surpresa que nos reserva nessa ilha Kizhi!


Olhando assim, até parece uma maquete, ou seja, a impressão é que parece de brinquedo.


Pois é, aqui está o patrimônio da humanidade pela UNESCO. Toda construção nessa ilha é de madeira. A igreja inteira foi construída na madeira da árvore pinheiro.

Essa igreja de madeira que é um verdadeiro atrativo para os turistas está de pé desde do ano de 1714.


A primeira construção que também era de madeira foi antes da data colocada acima, pois foi no ano de 1694, acontece que a igreja foi atingida por um raio, sendo que toda obra foi queimada por completo, então no ano de 1714, foi construída novamente e no ano de 1764 concluída.


A igreja tem 37 metros de altura e ao redor no topo tem 22 cúpulas. A igreja funciona somente no verão para missas ortodoxas, pois no inverno é fechada, mas a ilha fica livre para visitas de turistas.




Essa obra na ilha Kizhi é um verdadeiro patrimônio da arquitetura que resistiu e está de pé até hoje depois de dois séculos.



A principal ferramenta para essa construção foi somente um machado e não foi utilizado pregos, uma vez que pregos naquela época nem sequer existia naquele local. Diz a lenda que depois que foi concluída o carpinteiro jogou seu machado no lago e está lá até os dias de hoje.


Foi uma construção nada fácil e ainda mais somente no machado, pois o sinal de que foi usado somente machado está por todas as paredes de madeira.


Kizhi é um verdadeiro museu a céu aberto.




O local é muito bonito. Vou ter que ser sincero com você, nesse local parece que o mundo entrou em silencio e o tempo parou. O barulho somente das águas, do forte vento e dos pássaros. O ar completamente puro. É um daqueles lugares que você sente uma paz na alma e não quer sair dali tão cedo. O passeio pela ilha faz um bem tão grande que não sei explicar, mas que vale a pena vir até esse local isso é certeza. Você sai dessa ilha com aquela vontade de voltar de novo somente para ficar longe do barulho do mundo, do estresse da cidade somente para nem que seja por um momento poder ouvir você mesmo e entrar em contato com aquela paz dentro de você.

Quem construiu essa verdadeira obra no local sabia realmente do que estou a falar.


Rússia é um país incrível, não é mesmo! Sempre tem alguma coisa escondida para nos surpreender. É por isso que gosto desse país gigantesco, onde sempre você pode encontrar lugares como esse, cheio de história e joias da arquitetura que estão até hoje vivas atravessando séculos.


Bom, espero que tenha aproveitado nosso passeio pela ilha Kizhi! Até a próxima!

Não deixe de ver também!

One thought on “Republica da Carelia”

  1. Sinto orgulhoso pelas Igrejas da Rússia. Acho que é por isto que um amigo me chama de ortodoxo. Mas me permitam falar um pouquinho de alguma coisa que eu não sei se sei. Vou falar de Komsomolsk-on-Amur. Primeiro falo da Catedral Ortodoxa Nossa Senhora de Kazan. Avenidas imensas duplicadas, muita arborização, tudo largo e espaçoso, predões não amontoados, mas que me lembram os condomínios soviéticos. Muito carro japonês, volante à direita, nem todos. Sempre você vê um volgão, que penso ser uma tentativa fracassada de imitar o lincão americano, sem falar nos ladinhas e nas kombis da idade média com parabrisas do século XX. Mas há algo instigante na elegante urbanização de uma avenida que de repente ao quebrar numa rua transversal você entra numa desurbanização incompatível para quem primeiro gravitou o planeta terra. Mas não para por aí o paradoxo, a rua é de terra, mas você vê uma elegante e sóbria mamãe empurrando um carrinho com seu bebê. Depois você vê uma enorme ponte de estrutura metálica chiquérrima sobre o Amur emblema da robustez da engenharia daquele povo. Chega, me desculpem se falei demais. Fiquem com Deus…:)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.